Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Talento! Será que é cedo para dizer que é??
Link: http://www.academia-de-talentos.com/posts/yoann-goncalves-sport-lisboa-e-benfica
As palavras que se seguem podem ser um tremendo disparate. Podem mesmo não passar de meras palavras com elogios infundados. Tudo isto é verdade, mas por que não dar o benefício da dúvida? Será que só os jogadores com provas dadas no futebol merecem a nossa atenção? O desafio de escrever sobre um menino de seis anos que nem sequer frequenta a escola primária é um verdadeiro risco, concordo. Mas que é delicioso ver Yoann Gonçalves com a bola nos pés ninguém o pode negar. Tire a limpo o que acabei de afirmar e veja com os próprios olhos se não se trata de um jogador com muito talento. Siga, desde já, para o final do texto e clique nos vídeos disponíveis. Depois, se o interesse for suficiente para lhe chamar a atenção, continue a ler esta crónica.
Quem é Yoann?
Yoann Gonçalves é filho de Violaine Gonçalves e Paulo Rodrigues. Nasceu no Luxemburgo no dia 12 de Março de 2002 e desde cedo que chamou a atenção dos pais para o mundo do futebol, que perceberam que podiam estar perante um talento raro do futebol. Tem um irmão gémeo, o Jordan, que, talvez por dar menos nas vistas, é guarda-redes.
Ainda é cedo para perceber se Yoann terá uma carreira de sucesso pela frente, essa é a verdade, mas que se diferencia (e muito) dos restantes miúdos não há dúvidas. Algo que ficou bem vincado desde que nasceu. "Desde pequenino que o Yoann andava atrás de uma bola, nunca vi uma coisa assim. Ele consome futebol de uma forma muito intensa. Diria mesmo que vive a 200 por cento para o futebol. Ele só vê futebol", confessa a mãe Violaine Gonçalves ao Academia de Talentos (ADT).
Não foi por isso de estranhar que os pais de Yoann optassem por colocar o filho desde bem cedo, aos quatro anos, a jogar nas escolinhas do Benfica do Luxemburgo. E porquê no Benfica? "Desde que nasceu que o Yoann e o Jordan são do Benfica. A primeira roupa que vestiram com quatro horas de vida era do Benfica", explica Violaine.
A afirmação no Sport Lisboa e Benfica
Entretanto, a família Gonçalves mudou-se para o Seixal e adivinhe para onde foram jogar os dois gémeos? Como seria de esperar para o Benfica. Estão nas escolinhas dos encarnados desde Setembro do ano passado. Yoann tem dado mais nas vistas, quer pela técnica individual apurada - tem um pé esquerdo fora do comum que muitas vezes engana os adversários apenas com uma simulação de corpo - quer pela capacidade de finalização. Depois, pelo meio, é ver jogadores a ficar pelo caminho: Yoann mete a bola para um lado, corre com uma velocidade estrondosa e marca golo. A seguir levanta os braços, corre e festeja.
A mãe, babada, como é óbvio, tem os pés bem assentes no chão. Mas reconhece que o filho Yoann tem um talento fora do normal para a idade, algo que os outros meninos não têm. "Eu sinto que ele pode ir longe. Acho que ele tem de facto muito talento, mas tem apenas seis anos, por isso é muito prematuro estar a falar disso. Para já é só um desporto", conta Violaine.
A mesma opinião têm os treinadores das escolinhas do Benfica. "Já conversámos com eles e já falámos sobre o Yoann. Eles disseram-nos que o talento dele é uma coisa que não se vê todos os dias", explica Violaine, referindo que o filho ainda não tem contrato com os encarnados: "Já poderia ter assinado um contrato, visto que é possível fazê-lo a partir dos seis anos, mas até agora não assinou nada. Vamos ver como as coisas evoluem."
Quase 130 golos desde Setembro
Os números muitas vezes não significam nada de especial, mas neste caso julgo ser importante referir quantos golos já marcou Yoann Gonçalves nas escolinhas do Benfica desde que representa os encarnados, ou seja, desde Setembro. Entre 120 e 130! Um número fantástico. "Ele sabe que é bom e que tem valor. Mas também sabe que tem de se esforçar mais, no entanto, o Yoann sabe que é uma criança com um talentos que não se vê todos os dias", diz Violaine.
Primeira classe
De repente, dou por mim a perguntar se é fácil conciliar o futebol com os estudos, uma questão pertinente mas sem fundamento no caso de Yoann, já que ainda não frequenta sequer o ensino primário. "Neste momento ainda não sentimos dificuldades para conciliar os treinos com os estudos, mas acho que não vai haver qualquer problema no futuro. Vivemos no Seixal, a escola dele também vai ser perto de casa e, apesar dele treinar no Estádio da Luz, no campo número dois, julgo que não surgirão grandes dificuldades", refere a mãe de Yoann.
Inseparável do futebol
Yoann, confessa a mãe ao ADT, tem sempre de ter uma bola por perto. "Quando não está a treinar, o que acontece às terças e sexta-feiras das 17h15 às 18h30, está a jogar futebol em casa ou na rua. Muitas vezes está a jogar Playstation e a ver jogos de futebol na televisão para depois tentar imitar os truques e as fintas dos seus ídolos, sobretudo Cristiano Ronaldo. É o seu ídolo. Também gosta muito do Messi, do Simão Sabrosa e do Di Maria, que muitas vezes vê jogar no Benfica. Identifica-se bastante com o Di Maria".
Qualidade acima da média
Através dos vídeos do site Youtube percebemos que Yoann, além de ter uma qualidade técnica acima da média e um pé esquerdo fantástico, é um miúdo que nunca desiste de um lance. Vai a todas e disputa a bola com muita garra. Nos lances de um para um, por exemplo, quando está a atacar deixa sempre o adversário pelo caminho com uma facilidade fora do comum. Quando está a defender quase sempre rouba a bola ao atacante. No jogo jogado é interessante perceber o sentido posicional que Yoann já tem. Sempre que não tem a bola nos pés, desmarca-se de forma inteligente para procurar linhas de passe.
Aos seis anos, Yoann Gonçalves é uma das grandes promessas do futebol português. O tempo irá encarregar-se de fazer o resto e mais tarde poderemos perceber que qualidades tem de facto este menino super talentoso. A realidade é que neste momento anda um raro talento à solta no centro de treinos do Benfica no Seixal. Quem sabe se Yoann não será o Cristiano Ronaldo do ano 2020? Nessa altura, relembro, terá apenas 18 anos. Até tem muita, mas mesmo muita margem de progressão. Veremos.
Nome: Yoann Gonçalves.
Clube: Sport Lisboa e Benfica.
Posição: Médio ofensivo/extremo/avançado.
Data de nascimento: 12-03-2002.
Nacionalidade: Portuguesa.
Altura: 1,22 metros.
Peso: 19 kg.
Texto: Frederico Gerardo.
E aqui uns filmes:
Yoann - Filme 1
Yoann - Filme 2
Jeann - Filme 3
Fabian - Filme 4
Nikola Vlasic - Filme 5
Juan David Torres- Filme 6
Juan David Torres - Filme 7
É claro que a minha opinião... É um pouco subjectiva! Por uma simpes razão! O que é talento?
Destes videos, alguns dão mais nas vistas do que outros... Este último... Deixem a vossa opinião!
E no Futebol feminino há qualidade???
Marta... Melhor Jogadora do Mundo....
Só quero que comentem este golo (1º video...), se nunca tinham visto... Deliciem-se!
Sábado, 3 de Maio de 2008
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
"querem acabar com os clubes pequenos (formação)???"
Mas isto veio gerar uma imensa confusão. Jogadores inscritos por dois clubes, guerras que daí surgem, etc!
Fico agora a pensar em duas coisas:
1ª Será que esta lei veio beneficiar o futebol de formação?
Uma resposta possível: Veio, os grandes.
PS: quando falo em clubes grandes, refiro-me a clubes de maior dimensão num determinado meio, não apenas aos gigantes da formação do Futebol português. Basta ver, na zona de Paredes / Paços de Ferreira existem muitos clubes com fraca dimensão, basta o Paredes, Paços, Freamunde, entre outros querer algum jogador de um Leões da citânia, Baltar, etc que de certeza que os perdem
2ª Por exemplo, o "Quim das Couves" de 13 anos, joga nas escolinhas do "Arranca-Troços", e o Sporting contrata-o. Este fez toda a sua formação desde o 1º ano de Escolas (8 anos) nesse clube, logo 6 anos de formação. Na tranferência imediata, sem o aval do seu clube transfere-se para Alcochete. Aos 19 anos passa para a equipa principal do Sporting e dá nas vistas e, como é normal, o Man Utd contrata-o por uns milhões. Será que ao abrigo dessa nova lei o "Arranca-Troços" tem algum direito desses tais milhões por ter participado na sua formação? Tentei investigar isto pelas leis europeias de transferências e, está omissa nos regulamentos desde a entrada em vigor dessa nova lei. Então, começa-se a julgar recursos de clubes pequenos, só conhecidos nas zonas fronteiriças dessa freguesia e a UEFA é obrigada a ver os pesos dos clubes... Não estou a ver um clube como o Man Utd a pagar a formação a clubes de tão fraca expressão! Espero estar errado.
Por isto e muitas outras razões, senhores legistas do Futebol... Protejam-no, porque a continuar assim... Qualquer dia ficamos sem o que é o verdadeiro Futebol. Já acabaram com o Futebol de Rua, agora querem acabar com os clubes pequenos (formação)??? Não é qualquer miúdo que entra nos quadros dos grandes... Por isso se querem que cheguem valores bons ao Futebol de rendimento superior eles têm de aparecer, não são achados da noite para o dia!Protejam a formação de base pelo país inteiro, em qualquer clube... Todos têm direito de jogar Futebol, mas para isso é preciso que hajam clubes disponiveis para tal...
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
O que se passa na AF Porto?
Fiquei a saber que já marcou o de Juvenis... Apenas a série do 3 primeiros classificados! Mas porquê só desses clubes? Será que os outros vão ficar sem competir até ao início da próxima época? E o planeamento que os clubes estão a fazer vão por água abaixo? E o que os jogadores e treinadores vão fazer até ao final do ano? Conseguem motivá-los a fazerem apenas jogos treino? E, como se irão marcar estes? estar até 3ª feira da mesma semana à espera que a AFP marque o campeonato e só depois é que se vai arranjar os jogos? Acho que isto é muito mau para a maiot associação do país... Falta de Organização!!!!
O mesmo para os Infantis... Que, para além do que já falei num post anterior, este esquema competitivo está mal elaborado para a idade dos jovens jogadores. Nada se decide... Nada é marcado e nenhuma justificação é dada aos clubes! Porquê? Custa tanto homolgar as classificações? Será pelo Porto ter duas equipas em 1º lugar (e só uma pode disputar a série dos primeiros)? E qual será a equipa que vai substituir o Porto? O Rio Ave ou o Infesta? Pela lógica seria o Rio Aves pois a equipa do Porto que fez menos pontos foi a da série do Rio Ave, mas será que o Infesta não tem direito a disputar também a série dos primeiros! Espera-se que isto se resolva rápido...
Para os responsáveis da AFPorto deixo uma mensagem: OS MIUDOS QUEREM JOGAR FUTEBOL... ELES DESMOTIVAM-SE ASSIM....
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Futebol de Rua. Que Influências na formação?
Em tempo mais passados havia um fenómeno, que neste momento está a desaparecer, chamado Futebol de Rua, em que os intervinientes evoluiam aí o seu futebol. Como afirma Scagalia (2003) “As acções adaptativas – soluções do problema do jogo – decorrentes de situações exigidas, tanto dos inumeros jogos de bola com os pés, transitam de uns para os outros que por sua vez resultam em modificações no todo”. Aqui este autor quer dizer que os vários jogos jogados com os pés levam a modificações na sua execução, no seu todo, por isso quanto maior for a prática de rua de jogos ou brincadeiras com os pés mais evolução vai haver. Aqui vê-se bem como o pequeno influência a alteração do todo, sendo este mais pequeno que vai influenciar, em grande parte o todo.
A grande maioria do jogadores que hoje estão a jogar no top, ou que já passaram por aí “passaram pela rua ainda antes de integrar os escalões de infantis, iniciados ou juvenis” (Fonseca, 2006)
“Foi através do Futebol de rua que todos os jogadores da Selecção Nacional portuguesa se iniciaram no Futebol.”. (Aurélio Pereira – responsável pelo gabinete de recrutamento/detecção de talentos do Sporting, 2004 citado por Fonseca, 2006)
“Os meus primeiros jogos tiveram lugar no prestigiado estádio da rua Rubens Arredo: «balizas» feitas com sapatos velhos, em cada uma das extremidades – uma onde a rua terminasse num “beco” sem saída e a outra onde se cruzava com a rua Sete de Setembro; as linhas laterais eram mais ou menos onde as casas começavam de cada lado. Mas para mim era como se fosse o Maracaná, e foi o local onde comecei a desenvolver as minhas aptidões.”. (Pelé, 2006, citado por Fonseca, 2006)
“No meu bairro
“Nunca fui de exigir muito. Só precisava mesmo era de uma bola e de autorização dos meus pais para andar na rua. Adorava jogar na rua, de preferência… descalço”! (Deco 2003, citado por Fonseca 2006).
“Sem dúvida que uma das razões para a falta de qualidade técnica de muitos
jogadores, é resultado do lugar onde esses jovens aprenderam a jogar Futebol.
No meu tempo, a academia mais popular para descobrir os segredos deste
desporto era a rua.”. (John Cruyff, 2002).
“A tecnologia de ponta do Futebol é a rua e a miséria. Numa partida improvisada, de imediato alguém inventa algo. No meio desse combate de pés descalços, um jogador que possa não ser muito alto (Salas), nem muito forte (Arellano), nem muito rápido (Gallardo), soluciona um problema de forma original. Com uma recepção e um toque três adversários são ultrapassados (…) O jogador não usa o catálogo de soluções conhecidas, cria.”. (Jorge Valdano, 2002, citado por Fonseca, 2006).
“Jogávamos sempre à volta da minha casa, em “Las Siete Canchitas”. Era um descampado enorme com vários campos. Uns tinham balizas e outros não. “Las Siete Canchitas” era como um desses centros desportivos com relva sintética e tudo! Não tinha relva nem sintéticos, mas era para nós uma maravilha. Era de terra, de terra bem pura. Quando começávamos a correr, levantava-se tanto pó que parecia que estávamos a jogar em Wembley e com neblina.” (Diego Maradona, 2001, citado por Fonseca, 2006)
“Foi aí (no Futebol de Rua) que comecei a ser Homem” (Caetano, citado por Cardoso, 1995)
“O jeito também se ganha. É na rua que se desenvolve o gosto pelo jogar futebol, com as horas que aí se passam a jogar. Através do gosto vamos melhorar as nossas capacidades, pois ele leva-nos a repartir essas coisas muitas vezes e assim a melhorá-las.” (Marcelo, citado por Cardoso, 1995)
“Era na rua que tentávamos ser melhor que os outros, melhorando dia a dia na competição que aí havia. Ali vamos melhorando instintivamente coisas que mais tarde vão ser importantes na nossa carreira.” (Domingos, citado por Cardoso, 1995)
Como se pode ver, vários jogadores e de vários níveis, todos referem o Futebol de Rua foi determinante na evolução, não só como futebolista, como de pessoa.
O Futebol de Rua tinha um aspecto fundamental: “o tempo livre” e o “prazer que os miúdos tinham em jogar”. Sim, não é por acaso que o Pelé dizia que ele foi o melhor do mundo porque a rua dele tinha mais buracos, ele e muitos mais, todos nós, jogamos horas a fio por prazer, criando um jogo equilibrado (tinha de dar luta), estimulando a competitividade, os vários tipos de piso (desde o paralelo à terá, passando por alguns jardins… Tínhamos contactos diferentes com a bola! Assim proporciona-se uma prática com dificuldade mas muita estimulação de coordenação… Talvez como Marisa Gomes (2007, citada por Frade, 2007) afirma: “nos sintéticos, os miúdos atiram-se para o chão e não sentem a dificuldade ou o desequilíbrio em si na rua é totalmente diferente!”. Nesta prática existe muita diversidade, jogando todos os dias, a todas a horas, com equipas diferentes (não há aquele hábito de conhecer todos os companheiros), todos querem ser melhores e ser melhor que o melhor da rua, é uma questão de afirmação. E também, como Queiroz (1983) afirma que é importante colocar a forma competitiva nos exercícios. Estas ideias vão ao encontro do que Michels (2001) afirma que “O Futebol de Rua é o sistema educacional mais natural que pode ser encontrado. Se analisarmos o Futebol de Rua concluiremos que a sua força reside no facto de se jogar diariamente de uma forma competitiva, com uma preferência para se jogar em todos os tipos de terreos, normalmente em grupos pequenos. No Futebol de Rua raramente vemos os jovens a praticar os gestos técnicos de uma forma isolada.”
Bibliografia:
Cardoso, J. M. (1995). “Especificidade” Precoce como contributo para uma “Não Especialização Precoce”. Monografia apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade do Porto.
Cruyff, J. (2002). Me gusta el Futebol. Barcelona: RBA Libros S.A.
Fonseca, H. (2006). Futebol de Rua, um fenómeno em vias de extinção? Contributos e Implicações para a aprendizagem. Monografia apresentada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
Scagalia, A. (2003). O Futebol e os jogos/brincadeiras de bola com os pés: Todos semelhantes, Todos diferentes. Tese de Doutorado apresentada à Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas.
Michels, R. (2001). Team Building - the road to success. Spring City: Reedswain Publishing.
Queiroz, C. (1983). Para uma teoria do Ensino / Treino do Futebol. Revista Ludens – Vol 8, Nº 1 Out./Dez. Lisboa.
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
Topem a Ronalda
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
A realidade da AF Porto nos escalões de Escolas e Infantis
Esta é das poucas (se não a única) em que existe, no plano competitivo, um campeonato de Futebol de 11 no escalão de Escolas e, em que quase todas as equipas filiadas nesta Associação participam (FC Porto, Boavista, Varzim, Infesta, Gondomar, Ermesinde, Tirsense, Amarante, entre outros...), existindo também um campeonato de Futebol de 7 (em que o nível competitivo é inferior e que entram exclusivamente neste campeonato equipas como: Trofense, Paredes, Penafiel, Freamunde, Leixões, Paços de Ferreira, M. Gomes Costa, Salgueiros, Alfenense, Maia, entre outros). Nos últimos anos este último tem ganho um papel muito importante e ganho um nível competitvo elevado.
Não quero aqui discutir as vantagens desta forma de Futebol para crianças dos 8 aos 12 anos, quero sim alertar a todos que lerem este post o facto de, a maior Associação do País, a AF Porto, ainda ter um campeonato que proporciona um pouco desenvolvimento a jovens jogadores, mais concretamente nos 8-10 anos.
Já existem equipas a competir exclusivamente no campeonato de Futebol de 7, um sinal de evolução!
As as equipas que competem em ambos... Também o podem ser, pois têm mais do que uma a competir e usam os mais novos (em iniciação) no Futebol de 7, fazendo no último ano do escalão a passagem do Futebol de 7 para o de 11. Uma outra justificação para equipas como o FC Porto ou o Boavista de entrarem nas duas formas competitivas também pode ser os resultos. Pois se existe um campeonato distrital (que é um pouco competivo) há que lutar por serem campeões (sobrepondo-se em muitos casos, não digo que seja o caso desta equipas, o resultado à formação).
Já no escalão seguinte... E como existem muito poucas equipas a competir no de Futebol de 7, vejo já muitas vantagens em existirem as duas formas competitivas.
Acho que muitos jovens (em especial, os de último ano, os Sub-13) têm capacidade mais que sufeciente para competir na forma "normal" do Futebol. Já são capazes de perceber melhor o jogo, já estão numa fase maturacional avançada. Mas, mesmo assim, o que me revolta é o seguinte: EXISTEM DUAS DIVISÕES (talvez devido ao excesso de equipas inscritas nesta forma competitiva) criando aos jovens jogadores uma pressão excessiva no resultado. Isto é bem visivel nas equipas que lutam por não descer de divisão (na 1ª) e pelas equipas que, quase obrigatoriamente, dada a sua história e nome, estarem na 2ª Divisão é quase uma "vergonha". É o caso do Infesta, Tirsense, Rio Ave, Amarante, Foz, Folgosa, Ataense, Lixa, Marco, entre outras. Não será cedo de mais pedir tantos resultados a "míudos" tão novos????
Gostava que deixassem em cometários a vossa opinião, o que poderia mudar, qual a realidade de outras Associações...